A política de interiorização do ensino superior público no Distrito Federal ganhou um capítulo significativo nesta segunda-feira (16), com a inauguração do campus da Universidade do Distrito Federal (UnDF) em Ceilândia. A cerimônia, liderada pelo governador Ibaneis Rocha, marca a chegada da instituição à região mais populosa da capital, com uma estrutura capaz de atender até 3 mil estudantes por turno.
A nova unidade, que representa um investimento concreto na democratização do acesso à educação, está equipada com salas de aula modernas, biblioteca, laboratórios especializados, auditório e áreas administrativas. A iniciativa busca atender a uma demanda histórica da Região Oeste, que concentra uma das maiores populações do DF e milhares de jovens que concluem o ensino médio anualmente.
Durante a inauguração, a reitora da UnDF, Simone Benck, destacou a dimensão do desafio. “Só no terceiro ano do ensino médio, temos aproximadamente 20 a 25 mil estudantes sendo formados todo ano. Desses, em torno de 15 a 17 mil não conseguem vaga no mercado de trabalho, tampouco numa universidade pública”, afirmou. Ela ressaltou que o novo campus, localizado em uma região com mais de 350 mil habitantes, é uma ferramenta crucial para reverter esse cenário, em parceria com outras secretarias.
A expansão física da UnDF é uma resposta direta ao crescimento acelerado da instituição. Criada em 2021, a universidade já conta com 1.631 estudantes matriculados em 19 cursos de graduação e registra uma média de 900 ingressantes anuais. Os campi existentes, Norte, Egov e o espaço compartilhado na Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs) em Samambaia, já operam próximos ao limite de sua capacidade.
A abertura do campus em Ceilândia não é um fato isolado, mas parte de um processo de estruturação institucional que a UnDF vem passando desde sua criação. Esse processo incluiu a implementação da carreira de magistério superior, a realização de concursos públicos para docentes e a organização administrativa e pedagógica necessária para sustentar a expansão.
Na fase inicial, a expectativa é receber entre 500 e 600 estudantes no novo campus, com ampliação progressiva do número de vagas nos próximos processos seletivos. A iniciativa reduz drasticamente o tempo de deslocamento para milhares de jovens da região, que antes precisavam se deslocar para outras partes do DF em busca de uma vaga no ensino superior público.
A ação se alinha a uma das prioridades da gestão Ibaneis Rocha: transformar planejamento em obras e serviços entregues à população. Ao levar a universidade pública para o coração de Ceilândia, o governo distrital materializa um compromisso com a educação como vetor de transformação social e desenvolvimento regional, oferecendo uma alternativa concreta para os milhares de estudantes que buscam uma oportunidade de graduação perto de casa.

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