Os moradores das Quadras Econômicas Lúcio Costa (QELC), no Guará, conseguiram do Governo do Distrito Federal (GDF) um calendário amarrado de obras e cobranças. A calmaria das quadras de prédios de três andares esconde problemas velhos. Falta água tratada em pontos consolidados, faltam postes acesos e sobra insegurança na volta para casa. Depois de uma reunião direta entre secretários de Estado e lideranças locais, o governo colocou no papel o que vai fazer e, principalmente, quando vai entregar. O saneamento básico é a bronca mais urgente.
A Caesb já colocou equipes na rua para mapear e selar os imóveis que ainda dependem de ligação oficial. A promessa firmada na mesa é que no dia 22 de junho começa a quebradeira de asfalto para a instalação da tubulação principal, dos hidrômetros e dos cavaletes. Tudo isso tem que estar pronto e com água saindo da torneira em, no máximo, 90 dias. É o que a comunidade vai cobrar.
Na segurança, o foco virou a rotina de quem acorda cedo ou volta tarde da escola e do trabalho. A Polícia Militar vai ter que rodar em três turnos específicos pelas ruas internas. O policiamento vai ficar fixado perto das escolas, paradas de ônibus e nas passarelas da EPTG, que são os pontos mais visados para assaltos. Para dar suporte, entra o monitoramento do programa DF 360.
Um comitê com a comunidade, a PM e a Defesa Civil vai se reunir a cada duas semanas, por dois meses, para bater metas e ver se o crime caiu de fato. A parte de energia também tem pressa. A CEB já assinou a ordem de serviço para clarear os pontos escuros do bairro.
A Neoenergia Brasília tem só duas semanas para fazer um pente-fino na rede e resolver os apagões. Enquanto isso, a Defesa Civil entra em campo para vistoriar mais de mil construções da área e a Novacap, está a procura dos terrenos vazios para erguer parquinhos e praças.

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