O Governo do Distrito Federal voltou a mobilizar equipes para impedir o avanço de um loteamento clandestino em uma área de proteção ambiental próxima à Cidade Estrutural. A operação, realizada nesta segunda-feira (20), ocorreu após a identificação de novas invasões no terreno, mesmo depois de uma grande desocupação promovida no início do mês.
Coordenada pela Secretaria DF Legal, a ação teve apoio da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). As equipes atuaram em uma área localizada entre a Cabeceira do Valo e a comunidade Santa Luzia, nas proximidades do Parque Nacional de Brasília.
Durante a fiscalização, foram desmontadas 146 estruturas improvisadas erguidas com madeira e lona. Além disso, seis caminhões-caçamba de materiais utilizados nas ocupações foram retirados do local para impedir a continuidade das construções irregulares.
Na esfera criminal, o ICMBio informou que duas pessoas foram presas em flagrante por crimes ambientais praticados em área pertencente à União. Um dos investigados, apontado como articulador da ocupação, recebeu multa de R$ 120 mil por promover o parcelamento irregular do solo.
A ofensiva dá continuidade às medidas iniciadas em 10 de julho, quando o GDF promoveu uma ampla operação na mesma região. Na ocasião, cerca de 500 lotes clandestinos foram desfeitos, 36 estruturas desabitadas foram removidas e aproximadamente 10 quilômetros de cercamentos instalados ilegalmente foram retirados.
Segundo a DF Legal, informações levantadas pelas equipes indicaram que parte dos invasores retornou ao terreno após a primeira ação, o que levou à realização de uma nova operação para evitar que a ocupação voltasse a se consolidar.
A secretaria informou que manterá fiscalização permanente na região, considerada estratégica para a preservação ambiental por estar inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Planalto Central e próxima ao Parque Nacional de Brasília. O objetivo, segundo o órgão, é impedir novas tentativas de parcelamento irregular e preservar a área contra ocupações clandestinas.

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