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Desconstrução do factoide: porque a tentativa de ligar Celina Leão ao caso Master não resiste aos fatos

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Neste domingo (03), a coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O Globo, trouxe à tona uma narrativa que busca associar a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, ao escândalo envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. No entanto, ao analisar o conteúdo e os fatos, percebe-se que o jornalista permitiu-se influenciar por relatos sem fundamentação, que carecem de base jurídica e ignoram a cronologia oficial dos eventos.

A publicação pela coluna de Lauro Jardim parece ecoar especulações de bastidores em vez de fatos concretos. Ao contrário do que sugere a publicação, não existe nenhuma linha de investigação, seja da Polícia Federal ou do Ministério Público, que coloque Celina Leão como parte das tratativas entre as instituições financeiras. O uso de “relatos não fundamentados” em colunas de grande alcance acaba gerando uma nuvem de desinformação sobre um processo que, tecnicamente, passa longe da governadora.

Durante o período das principais negociações entre o BRB e o grupo liderado por Daniel Vorcaro, Celina Leão ocupava o cargo de vice-governadora. Por definição constitucional, a vice-governadoria não detém poder de gestão direta sobre bancos estatais, nem assento em seus conselhos de administração. Atribuir a Celina qualquer responsabilidade sobre acordos firmados pela presidência do banco e aprovados por órgãos de controle interno é uma falha de análise administrativa elementar.

Essa parte da Operação Compliance Zero é clara em seu escopo: ela investiga crimes de gestão e o suposto pagamento de propina por Daniel Vorcaro ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.  Esse sim, segundo as apurações está  envolvido até o pescoço com suposto recebimento de propina de Vorcaro , que beira os R$  150 milhões.

Em nenhum momento o inquérito cita Celina Leão como beneficiária ou facilitadora. Pelo contrário, desde que assumiu o governo, a postura da governadora tem sido de colaboração total com a justiça e busca por transparência para sanar o passivo deixado pela gestão anterior do banco.

Se houvesse qualquer envolvimento, a governadora não teria interesse em acelerar as auditorias internas que hoje fundamentam as ações da Polícia Federal. Ao assumir o comando do Palácio do Buriti, Celina articulou medidas para garantir a liquidez do BRB e proteger os correntistas, demonstrando que sua atuação foi de contenção de danos e não de participação em atos ilícitos.

A tentativa de vincular Celina Leão ao “Escândalo Master” através do que noticiou a coluna parece ser mais um movimento de desgaste político do que uma apuração jornalística rigorosa. Os fatos mostram que ela não possuía a “caneta” no período das tratativas e que não há uma única prova que a ligue aos esquemas de Vorcaro. No campo do Direito e do Jornalismo sério, relatos não fundamentados não podem substituir a realidade dos autos, principalmente para tentar prejudicar Celina Leão, que lidera todas às intenções de votos para as  próximas eleições. Segundo especialistas , a permanecer esse quadro Celina Leão fatura no primeiro turno. E isso está causando desespero a essa turma que insiste em gerar factoides no Distrito Federal.

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